A Casa do Benin, museu cultural dedicado à preservação e estudo da herança africana e diaspórica, será reaberta nesta quinta-feira (6), a partir das 17h, dentro das celebrações dos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e da programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô).
O equipamento cultural, que permaneceu fechado para obras de requalificação e restauro após ter a fachada atingida por um acidente com um caminhão, volta a receber o público com as estruturas recuperadas e o acervo de arte afrodiaspórica completamente restaurado.
As atividades a serem realizadas no local abrangem oficinas práticas, construção de livretos e brinquedos artesanais, além de apresentações interativas baseadas no Dicionário Afro-Baiano Afrobeto, bem como lançamentos literários, como o livro infantil “A poeta que rimou o mar”, escrito por Mariana Paiva, em homenagem a Myriam Fraga.
O retorno contará ainda com uma edição especial do projeto Patrimônio É…, que traz o tema “Memória Publicada”. O evento propõe uma reflexão sobre o ato de publicar livros, pesquisas ou acervos digitais, como estratégia de salvaguarda para perpetuar saberes tradicionais em diálogo com a oralidade.
A edição também procura sensibilizar pesquisadores e a comunidade sobre a escrita como ferramenta de democratização e preservação de identidades plurais. O painel contará com o lançamento de duas revistas do projeto, com conteúdos e temas abordados em edições anteriores.
A gerente de Equipamentos Culturais da FGM, Manuela Sena, destacou a importância da reabertura da Casa do Benin, que abriga um valioso acervo permanente dedicado às culturas do país africano e da diáspora, ao mesmo tempo em que se consolida como um espaço de intercâmbio artístico ao receber exposições e projetos de artes visuais de diferentes partes do Brasil.
“A restauração do acervo reafirma o compromisso com a preservação da memória e do patrimônio cultural, fortalecendo esse diálogo entre passado e presente. Acreditamos que as trocas culturais e o trabalho coletivo reforçam a ancestralidade e a ideia de comunidade, tornando a Casa do Benin um equipamento cultural cada vez mais relevante para Salvador e para a valorização das conexões históricas e culturais que unem nossos povos”, destaca a gestora.
Ainda de acordo com Manuela, o futuro da Casa do Benin passa pelo fortalecimento de sua vocação como um espaço vivo, em constante diálogo entre memória e criação contemporânea.








