{"id":13890,"date":"2025-05-12T14:13:47","date_gmt":"2025-05-12T17:13:47","guid":{"rendered":"https:\/\/salvadoracontece.com.br\/?p=13890"},"modified":"2025-05-12T14:13:48","modified_gmt":"2025-05-12T17:13:48","slug":"maternidades-baianas-sao-referencia-em-humanizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salvadoracontece.com.br\/index.php\/2025\/05\/12\/maternidades-baianas-sao-referencia-em-humanizacao\/","title":{"rendered":"Maternidades baianas s\u00e3o refer\u00eancia em humaniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, acesso a banheiras para parto, a ambientes com luz reduzida e m\u00fasica relaxante, a aromaterapia, a visitas de vincula\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a de acompanhantes de escolha da gestante era considerado luxo, restrito a hospitais e\u00a0maternidades\u00a0particulares de alto padr\u00e3o. O cen\u00e1rio, por\u00e9m, vem mudando rapidamente na\u00a0Bahia.<\/p>\n<p>Por meio de investimentos em estrutura, em qualifica\u00e7\u00e3o profissional e em a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o, as unidades da Secretaria da Sa\u00fade do Estado da Bahia (Sesab) passaram a oferecer ambientes acolhedores, com profissionais que respeitam os desejos das m\u00e3es, favorecendo o parto ativo, natural e seguro.<\/p>\n<p>A Maternidade Regional de Cama\u00e7ari (MRC), por exemplo, \u00e9 refer\u00eancia no cuidado humanizado. Conta com 107 leitos, distribu\u00eddos entre obstetr\u00edcia, gesta\u00e7\u00e3o de alto risco, neonatologia, cirurgia ginecol\u00f3gica e pl\u00e1stica, al\u00e9m de leitos de UTI neonatal e unidades de cuidados intermedi\u00e1rios (UCI), incluindo o modelo Canguru, que favorece o contato entre m\u00e3e e beb\u00ea.<\/p>\n<div id=\"dmh-h-par1\" class=\"jba filled\" data-google-query-id=\"CK-lm8y1no0DFbU5uQYd9YwEPQ\">\n<p>Foi nessa unidade da rede estadual que Rebeca Alves, de 26 anos, realizou o parto de seu primeiro filho, Jos\u00e9 Lorenzo. M\u00e3e de primeira viagem, ela deu \u00e0 luz no \u00faltimo dia 25, em uma banheira de parto, acompanhada pelo marido, Alex Caetano. \u201cFoi um conforto ter a companhia dele, me senti tranquila, pude relaxar\u201d, conta Rebeca. \u201cPara quem tiver d\u00favida, recomendo. Se tiver outro filho, farei de novo na banheira!\u201d<\/p>\n<p>Com 30 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, a psic\u00f3loga Laisa Oliveira, de 31 anos, sonha em repetir a experi\u00eancia de Rebeca, trazendo ao mundo outro Lorenzo, tamb\u00e9m na banheira de parto. \u201cA \u00e1gua sempre foi um elemento muito presente na minha vida e \u00e9 algo que sempre me acalma, ent\u00e3o, at\u00e9 porque \u00e9 meu primeiro beb\u00ea, acredito que a \u00e1gua v\u00e1 me acalmar\u201d, explica.<\/p>\n<\/div>\n<p>Laisa participou de uma visita de vincula\u00e7\u00e3o realizada no Hospital Regional de Cama\u00e7ari, momento no qual as futuras m\u00e3es e familiares t\u00eam a oportunidade de conhecer os espa\u00e7os da maternidade, tirar d\u00favidas relacionadas \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o, receber informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre os cuidados com a recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-parto, aprender o conceito do parto humanizado e as diferentes formas de parto, al\u00e9m de compartilhar suas expectativas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 meu primeiro contato com a maternidade, achei importante vir logo para conhecer as instala\u00e7\u00f5es, conhecer onde o beb\u00ea vai nascer, pra ver se tudo est\u00e1 de acordo com o que eu espero, porque a gesta\u00e7\u00e3o \u00e9 um sonho\u201d, diz a psic\u00f3loga, que avaliou a maternidade como confort\u00e1vel e humanizada. \u201cAt\u00e9 as informa\u00e7\u00f5es que a coordenadora passou para a gente, foi tudo bem explicadinho, eu me senti acolhida.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a enfermeira Marluci Santos, coordenadora do ambulat\u00f3rio e respons\u00e1vel pela visita de vincula\u00e7\u00e3o, a atividade tem como proposta orientar as gestantes e aproxim\u00e1-las da unidade de sa\u00fade, para que estejam ambientadas e confort\u00e1veis no momento do parto. \u201cTodo o processo \u00e9 feito no passo-a-passo, muito tranquilo e explicativo, para que no momento do parto elas retornem tranquilas, sem tantos medos e sabendo de tudo que vai acontecer com elas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Lojinha do Amor<\/p>\n<p>Na Maternidade Professor Jos\u00e9 Maria de Magalh\u00e3es Netto, em Salvador, a \u201cLojinha do Amor\u201d se consolidou como espa\u00e7o de acolhimento e cuidado para as mulheres durante a perman\u00eancia na unidade. A loja re\u00fane itens como roupas de beb\u00ea e de adulto, brinquedos, fraldas, produtos de higiene pessoal, cal\u00e7ados e cestas b\u00e1sicas, que podem ser acessados gratuitamente pelas pacientes.<\/p>\n<p>\u201cA loja foi criada para as pacientes vulner\u00e1veis, que t\u00eam uma condi\u00e7\u00e3o social mais precarizada\u201d, explica a enfermeira Loliane Bastos, coordenadora do ambulat\u00f3rio e idealizadora do projeto. \u201cA ideia era criar um ambiente emp\u00e1tico, humanizado e acolhedor, para que as m\u00e3es tivessem uma experi\u00eancia positiva no momento da interna\u00e7\u00e3o. Quando as pacientes chegam, n\u00f3s informamos sobre a loja e convidamos para que possam conhecer o espa\u00e7o e adquirir at\u00e9 tr\u00eas itens. N\u00f3s agendamos um hor\u00e1rio com elas para receb\u00ea-las realmente como clientes VIPs.\u201d<\/p>\n<p>Desde dezembro do ano passado, quando foi criada, a iniciativa j\u00e1 beneficiou 600 gestantes e totaliza cerca de 1.800 itens doados e 300 cestas b\u00e1sicas, incluindo material de limpeza e higiene pessoal. De acordo com Loliane, o projeto tem promovido uma verdadeira corrente de solidariedade. \u201cA gente tem recebido muitos donativos das pr\u00f3prias pacientes, que vieram aqui, beneficiaram-se, acharam o projeto bonito, e a\u00ed, quando os beb\u00eas est\u00e3o um pouco maiores e perdem alguma coisa, j\u00e1 v\u00e3o passando para a lojinha\u201d, revela a enfermeira.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de Mar\u00edlia de Jesus, que buscou a loja para adquirir itens para o filho, Jos\u00e9 Miguel, de 1 ano e 6 meses, mas aproveitou tamb\u00e9m para deixar sua colabora\u00e7\u00e3o. \u201cEu estive aqui para uma consulta, vi a lojinha, doei alguns itens e peguei algumas coisinhas pra ele\u201d, relata. \u201cAchei legal, porque no momento meu menino estava precisando de roupa, porque tinha perdido muitas.\u201d<\/p>\n<p>Com funcionamento de segunda a sexta-feira, a \u201cLojinha do Amor\u201d est\u00e1 aberta para receber novas colabora\u00e7\u00f5es. Os interessados podem entregar as doa\u00e7\u00f5es no ambulat\u00f3rio da maternidade, localizada no bairro do Pau Mi\u00fado.<\/p>\n<p>Unidade em Ilh\u00e9us \u00e9 especializada em sa\u00fade ind\u00edgena<\/p>\n<p>A Bahia disp\u00f5e de uma maternidade habilitada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para realizar atendimento especializado para a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, com equipe treinada para acolher esta popula\u00e7\u00e3o, respeitando aspectos culturais, sociais, religiosos e at\u00e9 a alimenta\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica de cada etnia.<\/p>\n<p>Inaugurado em dezembro de 2021 para atender gestantes, rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilh\u00e9us, mudou a realidade para as gestantes ind\u00edgenas, especialmente das etnias Patax\u00f3, Tupinamb\u00e1 e Patax\u00f3 H\u00e3-h\u00e1-h\u00e3e. At\u00e9 o final de mar\u00e7o deste ano, a unidade registrou o nascimento de 392 beb\u00eas ind\u00edgenas e cerca de 4 mil atendimentos, tendo como norte a humaniza\u00e7\u00e3o do cuidado, os direitos da mulher e da crian\u00e7a, al\u00e9m da consolida\u00e7\u00e3o do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>Um dos partos realizados foi o de Bruna Titi\u00e1, de 19 anos, moradora da Aldeia Caramuru Paragua\u00e7u, comunidade com aproximadamente 5 mil habitantes, localizada na zona rural de Pau Brasil. Estudante do quinto semestre de Ci\u00eancias Sociais na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a jovem ind\u00edgena chegou \u00e0 Emerg\u00eancia Obst\u00e9trica do HMIJS na tarde de 16 de abril e, \u00e0s 19h30 do mesmo dia, deu \u00e0 luz sua primeira filha, Lizzy Titi\u00e1.<\/p>\n<p>Bruna afirma sonhar com um futuro no qual sua filha consiga vencer o preconceito, preservar as ra\u00edzes, viver em paz e manter a tradi\u00e7\u00e3o de seu povo. \u201cO que queremos \u00e9 respeito\u201d, destaca. Ela diz ter escolhido o Materno-Infantil de Ilh\u00e9us para o nascimento da primeira filha por causa do atendimento especializado aos povos ind\u00edgenas e pelos relatos que ouviu sobre o acolhimento na unidade de sa\u00fade. \u201cConfirmei tudo pessoalmente\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Com a habilita\u00e7\u00e3o junto ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o hospital coloca em pr\u00e1tica diretrizes que v\u00e3o da melhoria no acesso dos povos origin\u00e1rios ao servi\u00e7o especializado, passando por adequa\u00e7\u00e3o da ambi\u00eancia de acordo com as especificidades culturais e ajuste de dietas hospitalares considerando os h\u00e1bitos alimentares de cada etnia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, acesso a banheiras para parto, a ambientes com luz reduzida e m\u00fasica relaxante, a aromaterapia, a visitas de vincula\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a de acompanhantes de escolha da gestante era considerado luxo, restrito a hospitais e\u00a0maternidades\u00a0particulares de alto padr\u00e3o. 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