{"id":15785,"date":"2026-03-10T09:56:19","date_gmt":"2026-03-10T12:56:19","guid":{"rendered":"https:\/\/salvadoracontece.com.br\/?p=15785"},"modified":"2026-03-10T09:56:19","modified_gmt":"2026-03-10T12:56:19","slug":"caes-comunitarios-retornam-a-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salvadoracontece.com.br\/index.php\/2026\/03\/10\/caes-comunitarios-retornam-a-salvador\/","title":{"rendered":"C\u00e3es comunit\u00e1rios retornam a Salvador"},"content":{"rendered":"<p>Cinco c\u00e3es comunit\u00e1rios retirados de unidades do Assa\u00ed Atacadista em Lauro de Freitas e no bairro de Vila Can\u00e1ria, em Salvador, foram localizados em um abrigo na cidade de Aracaju, em Sergipe, e est\u00e3o sendo trazidos de volta para a Bahia. O caso ganhou repercuss\u00e3o ap\u00f3s questionamentos judiciais e mobiliza\u00e7\u00e3o de protetores de animais, que alegam que a remo\u00e7\u00e3o teria ocorrido de forma irregular.<\/p>\n<p>Os animais \u2014 conhecidos como Caramelo, Lora, Neg\u00e3o e duas cadelas chamadas Pretinha \u2014 viviam nas proximidades das lojas e eram alimentados e acompanhados por cuidadores da comunidade. Segundo a advogada e ativista da causa animal Ana Rita Tavares, a retirada ocorreu sem aviso pr\u00e9vio \u00e0s pessoas que acompanhavam os c\u00e3es. \u201cOs animais comunit\u00e1rios s\u00e3o reconhecidos por lei e t\u00eam o direito de permanecer no local onde s\u00e3o cuidados e criam v\u00ednculos de afetividade com as pessoas que assistem eles. No caso dos c\u00e3es da loja de Lauro de Freitas, eles estavam ali h\u00e1 cerca de dez anos\u201d, disse em entrevista \u00e0 Tribuna da Bahia.<\/p>\n<p>De acordo com a advogada, os animais foram transportados durante a madrugada para um abrigo em Aracaju. \u201cAnimais acostumados \u00e0 liberdade foram colocados em gaiolas e levados em uma viagem longa, sem que as pessoas que cuidavam deles fossem informadas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Uma das pessoas diretamente envolvidas no cuidado dos c\u00e3es \u00e9 a protetora Luciane Boaventura, que afirma acompanhar os animais h\u00e1 quase 11 anos, desde quando o espa\u00e7o ainda funcionava como o restaurante Tch\u00ea Picanhas. Segundo ela, os c\u00e3es recebiam acompanhamento regular. \u201cDesde 2015 eu cuido desses animais. Eles s\u00e3o castrados, desparasitados, vacinados. S\u00e3o d\u00f3ceis e am\u00e1veis. O que fizeram com eles foi cruel demais. Levaram para longe de mim e das pessoas que ajudavam a cuidar, para outro estado, sem sequer nos consultar\u201d, relatou.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s localizar os animais, Ana Rita Tavares e Luciane Boaventura viajaram at\u00e9 Sergipe para busc\u00e1-los. Os c\u00e3es estavam no abrigo da Associa\u00e7\u00e3o Defensora dos Animais S\u00e3o Francisco de Assis (ADASFA). Segundo a advogada, a institui\u00e7\u00e3o reconheceu a dificuldade de manter os animais no local e autorizou a devolu\u00e7\u00e3o. \u201cEles estavam em situa\u00e7\u00e3o de estresse intenso no meio de quase mil animais. A pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o reconheceu que n\u00e3o havia condi\u00e7\u00f5es adequadas e nos entregou os c\u00e3es. Estamos retornando com eles para Salvador\u201d, disse.<\/p>\n<p>A advogada afirmou ainda que o processo judicial aberto para apurar o caso continua em andamento. Segundo ela, a a\u00e7\u00e3o busca investigar eventuais responsabilidades pela retirada dos animais do territ\u00f3rio onde viviam. \u201cO processo prossegue para apurar a responsabilidade c\u00edvel e criminal do Assa\u00ed e dos administradores que determinaram a retirada desses animais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Procurada pela Tribuna da Bahia, a rede Assa\u00ed Atacadista informou, por meio de nota, que a decis\u00e3o de encaminhar os c\u00e3es para uma institui\u00e7\u00e3o ocorreu ap\u00f3s registros de ocorr\u00eancias envolvendo clientes e colaboradores nas unidades. \u201cAlguns c\u00e3es apresentaram, ao longo do tempo, comportamentos que exigiram aten\u00e7\u00e3o especializada, com registros de ocorr\u00eancias envolvendo clientes e colaboradores(as), incluindo um epis\u00f3dio de ataque a cliente que resultou em notifica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia\u201d, informou.<\/p>\n<p>\u201cOs animais j\u00e1 recebiam cuidados b\u00e1sicos no local, por\u00e9m, diante do hist\u00f3rico de ocorr\u00eancias e da circula\u00e7\u00e3o em \u00e1reas internas da loja (em desacordo com normas sanit\u00e1rias aplic\u00e1veis a estabelecimentos de venda de alimentos) e a perman\u00eancia em \u00e1reas de estacionamento, com risco \u00e0 sua integridade, avaliamos necess\u00e1rio adotar uma solu\u00e7\u00e3o mais adequada para garantir a seguran\u00e7a das pessoas e o bem-estar dos pr\u00f3prios c\u00e3es\u201d, acrescentou o Assa\u00ed Atacadista.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a empresa, antes do encaminhamento para a institui\u00e7\u00e3o em Aracaju, os animais passaram por avalia\u00e7\u00e3o veterin\u00e1ria e receberam vacina\u00e7\u00e3o. \u201cAntes do encaminhamento, os animais foram vacinados e passaram por avalia\u00e7\u00e3o e atendimento m\u00e9dico-veterin\u00e1rio, com laudos que atestaram sua aptid\u00e3o para o transporte\u201d, informou a rede.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco c\u00e3es comunit\u00e1rios retirados de unidades do Assa\u00ed Atacadista em Lauro de Freitas e no bairro de Vila Can\u00e1ria, em Salvador, foram localizados em um abrigo na cidade de Aracaju, em Sergipe, e est\u00e3o sendo trazidos de volta para a Bahia. 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