{"id":15847,"date":"2026-03-19T10:59:45","date_gmt":"2026-03-19T13:59:45","guid":{"rendered":"https:\/\/salvadoracontece.com.br\/?p=15847"},"modified":"2026-03-19T10:59:45","modified_gmt":"2026-03-19T13:59:45","slug":"porto-da-barra-tera-area-delimitada-para-banhistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salvadoracontece.com.br\/index.php\/2026\/03\/19\/porto-da-barra-tera-area-delimitada-para-banhistas\/","title":{"rendered":"Porto da Barra ter\u00e1 \u00e1rea delimitada para banhistas"},"content":{"rendered":"<p>Quem chega ao Porto da Barra d\u00e1 de cara com um dos cen\u00e1rios mais bonitos da cidade. \u00c1gua clara, mar aparentemente tranquilo e muita gente aproveitando o dia. A impress\u00e3o \u00e9 de seguran\u00e7a. Mas, na pr\u00e1tica, n\u00e3o \u00e9 bem assim.<\/p>\n<p>Quem frequenta a praia com frequ\u00eancia j\u00e1 conhece o comportamento do mar. A corrente muda, o fundo desaparece de repente e, quando o movimento aumenta, qualquer descuido pode virar um susto.<\/p>\n<p>Esse tipo de situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 novidade. Acontece h\u00e1 anos, principalmente quando a praia est\u00e1 cheia. Sem sinaliza\u00e7\u00e3o dentro da \u00e1gua, o banhista entra sem saber at\u00e9 onde pode ir com seguran\u00e7a. N\u00e3o existe limite vis\u00edvel. N\u00e3o existe orienta\u00e7\u00e3o clara.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a Prefeitura de Salvador publicou, por meio da Secretaria Municipal de Gest\u00e3o, um edital de licita\u00e7\u00e3o para implantar um sistema de sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica no Porto da Barra. A abertura das propostas est\u00e1 marcada para o dia 30 de mar\u00e7o, \u00e0s 9h.<\/p>\n<p>O edital prev\u00ea a contrata\u00e7\u00e3o de uma empresa para fornecer, instalar e manter equipamentos de sinaliza\u00e7\u00e3o no mar. A ideia \u00e9 organizar melhor o uso do espa\u00e7o e aumentar a seguran\u00e7a de quem entra na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Entre os itens previstos est\u00e3o boias de demarca\u00e7\u00e3o, balizadores e outros dispositivos visuais que v\u00e3o indicar at\u00e9 onde o banho \u00e9 seguro. O documento tamb\u00e9m exige que esses equipamentos resistam \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da Ba\u00eda de Todos-os-Santos, como corrente, vento e varia\u00e7\u00e3o de mar\u00e9.<\/p>\n<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m precisa ser bem vis\u00edvel, tanto para quem est\u00e1 na \u00e1gua quanto para embarca\u00e7\u00f5es. A instala\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita em pontos estrat\u00e9gicos, justamente para evitar a mistura de banhistas com barcos e atividades esportivas.<\/p>\n<p>Hoje, essa separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe. O edital tamb\u00e9m prev\u00ea manuten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do sistema, para garantir que tudo funcione mesmo com o desgaste causado pelo mar.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros ajudam a entender a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. O Brasil registra cerca de 5,7 mil mortes por afogamento por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aqu\u00e1tico. S\u00e3o mais de 15 por dia. Na Bahia, os bombeiros fazem resgates com frequ\u00eancia, principalmente em praias cheias como as de Salvador.<\/p>\n<p>Quem trabalha na praia v\u00ea isso de perto.<\/p>\n<p>\u201cQuando enche, a gente j\u00e1 fica olhando. Sempre aparece algu\u00e9m que entra demais e n\u00e3o consegue voltar\u201d, conta o ambulante Jos\u00e9 Carlos, que trabalha h\u00e1 mais de dez anos no local.<\/p>\n<p>A comerciante Maria das Dores j\u00e1 presenciou momentos de desespero. \u201cJ\u00e1 vi gente pedindo ajuda, gente sendo puxada pela corrente. \u00c9 muito r\u00e1pido\u201d, diz.<\/p>\n<p>A estudante Ana Lu\u00edsa tamb\u00e9m passou por um susto. \u201cEu estava tranquila e, de repente, n\u00e3o tinha mais ch\u00e3o. Fiquei sem saber o que fazer\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Para quem vem de fora, a falta de orienta\u00e7\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o. \u201cA gente n\u00e3o conhece o mar daqui. Se tivesse alguma marca\u00e7\u00e3o, ajudava muito\u201d, afirma o turista paulista Rafael Mendes.<\/p>\n<p>Um salva-vidas do posto do Porto da Barra, que preferiu n\u00e3o ter o nome divulgado, explica que o risco n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no mar, mas no conjunto. \u201cAqui tem muita gente, corrente, mudan\u00e7a de fundo e embarca\u00e7\u00e3o passando perto. Sem organiza\u00e7\u00e3o, o perigo aumenta\u201d, diz.<\/p>\n<p>Hoje, as boias que existem na \u00e1rea t\u00eam fun\u00e7\u00e3o ambiental e n\u00e3o servem para organizar o banho. No fim das contas, todo mundo divide o mesmo espa\u00e7o.<\/p>\n<p>A proposta do edital \u00e9 justamente mudar isso. Criar limites vis\u00edveis dentro da \u00e1gua e tornar o banho mais seguro.<\/p>\n<p>Se funcionar, a ideia pode ser levada para outras praias da cidade, como o Farol da Barra, a Praia de Ondina e o Rio Vermelho, que tamb\u00e9m recebem grande n\u00famero de pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem chega ao Porto da Barra d\u00e1 de cara com um dos cen\u00e1rios mais bonitos da cidade. \u00c1gua clara, mar aparentemente tranquilo e muita gente aproveitando o dia. A impress\u00e3o \u00e9 de seguran\u00e7a. Mas, na pr\u00e1tica, n\u00e3o \u00e9 bem assim. Quem frequenta a praia com frequ\u00eancia j\u00e1 conhece o comportamento do mar. 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