{"id":4858,"date":"2023-10-05T14:21:27","date_gmt":"2023-10-05T17:21:27","guid":{"rendered":"https:\/\/salvadoracontece.com.br\/?p=4858"},"modified":"2023-10-05T14:21:29","modified_gmt":"2023-10-05T17:21:29","slug":"coelba-persiste-na-luta-para-renovar-contrato-apesar-das-criticas-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/salvadoracontece.com.br\/index.php\/2023\/10\/05\/coelba-persiste-na-luta-para-renovar-contrato-apesar-das-criticas-publicas\/","title":{"rendered":"Coelba persiste na luta para renovar contrato, apesar das cr\u00edticas p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"\n<p>Pode at\u00e9 parecer not\u00edcia antiga. Mas n\u00e3o \u00e9. Foram mais de 6h sem servi\u00e7o de energia el\u00e9trica para moradores e comerciantes de uma regi\u00e3o da Pituba, em Salvador. Mais uma vez: n\u00e3o \u00e9 informa\u00e7\u00e3o velha, aconteceu nesta segunda-feira (2), quando um caminh\u00e3o de pouco mais de tr\u00eas metros bateu em um emaranhado de fios de um dos 4 milh\u00f5es de postes da Coelba Neoenergia. Para um in\u00edcio de semana, a confus\u00e3o foi grande. O perigo, nem se fala. Houve fogo, barulho de explos\u00e3o e curto-circuito em v\u00e1rias redes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o epis\u00f3dio na Avenida Manoel Dias n\u00e3o foi o \u00fanico nas \u00faltimas semanas envolvendo os postes da Coelba e seus emaranhados de fios. Dois dias antes, um homem morreu eletrocutado ao subir em uma das estruturas da concession\u00e1ria na Avenida Barros Reis. O poste pegou fogo e o corpo foi carbonizado. Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram a ser acionadas, mas s\u00f3 conseguiram atuar depois que a empresa desligou o fornecimento de energia el\u00e9trica do local.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de ocorr\u00eancia \u00e9 mais comum do que muita gente imagina. S\u00f3 no ano passado, a m\u00e9dia de inc\u00eandios em postes na capital foi de 25 por m\u00eas, segundo registros do Corpo de Bombeiros. \u00c9 quase uma ocorr\u00eancia por dia. Por isso que h\u00e1 duas semanas, este mesmo&nbsp;<strong>Jornal Metropole<\/strong>&nbsp;j\u00e1 havia noticiado os constantes casos na Avenida Tom\u00e1s Gonzaga, em Pernambu\u00e9s. Uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para evitar casos como o do caminh\u00e3o na Avenida Manoel Dias e do rapaz que subiu no poste da Avenida Barros Reis seria a instala\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea da rede da Coelba. Algo que, por lei, j\u00e1 deveria ser realidade em todo o territ\u00f3rio de Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um emaranhado de desrespeito\u00a0<\/strong><br>Uma lei de autoria do ent\u00e3o deputado estadual \u00c2ngelo Coronel (PSD), aprovada e promulgada pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em 2018, determina que a concession\u00e1ria de energia tinha cinco anos para promover a altera\u00e7\u00e3o do sistema de rede da capital. O prazo chegou ao fim em maio e at\u00e9 agora apenas 5,4% do sistema de Salvador \u00e9 subterr\u00e2neo. Ao\u00a0Jornal Metropole, a Neoenergia Coelba argumentou que uma mudan\u00e7a como esta implicaria necessariamente no aumento relevante nas contas de energia, \u201cuma vez que o investimento em redes subterr\u00e2neas apresenta custos bem mais elevados\u201d. Mas a verdade \u00e9 que os acr\u00e9scimos nas tarifas de luz n\u00e3o s\u00e3o novidades para os baianos. S\u00f3 neste ano, j\u00e1 houve um reajuste de 8,18%, um dos maiores do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O emaranhado de fios n\u00e3o \u00e9 um problema de agora. \u00c9 hist\u00f3rico no pa\u00eds e na Bahia. Tanto \u00e9 que a lei da instala\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea s\u00f3 foi aprovada em 2018, mas \u00e9 de 2000 e, naquela \u00e9poca, o projeto j\u00e1 chamava aten\u00e7\u00e3o para os riscos que o sistema de rede a\u00e9rea sobrecarregada impunha \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Riscos que dia ap\u00f3s dias, em 23 anos, continuam se tornando realidade. Procurados pelo\u00a0Jornal Metropole, governo e prefeitura se esquivam da responsabilidade de acompanhar a regulariza\u00e7\u00e3o desses equipamentos e mostram ainda que seus setores sequer sabem da exist\u00eancia da lei de instala\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea. A gest\u00e3o municipal, por exemplo, alega que a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos postes \u00e9 uma incumb\u00eancia da pr\u00f3pria Coelba, que, por sua vez, afirma j\u00e1 ter retirado 170 toneladas de fios irregulares de telefonia e internet no primeiro semestre. O fato \u00e9 que, mesmo com 170 toneladas a menos, o acumulado de cabos continua oferecendo perigo aos usu\u00e1rios. Os recentes e constantes epis\u00f3dios s\u00e3o prova disso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/api.metro1.com.br\/fotos\/noticias\/141645\/mg\/Filipe%20Luiz-04.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Foto: Metropress\/Filipe Luiz<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luz no fim do t\u00fanel?<\/strong><br>Na tentativa de solucionar esse velho emaranhado, os ministros Juscelino Filho (das Comunica\u00e7\u00f5es) e Alexandre Silveira (de Minas e Energia) assinaram uma portaria que cria a Pol\u00edtica Nacional de Compartilhamento de Postes. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 regularizar 11 milh\u00f5es de equipamentos e apaziguar o conflito entre as operadoras de telecomunica\u00e7\u00e3o e as distribuidoras de energia. Isso porque concession\u00e1rias como a Coelba alugam seus postes para que essas empresas instalem sua fia\u00e7\u00e3o. Como recebem por esse servi\u00e7o, elas s\u00e3o as respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o &#8211; e nisso concordam as ag\u00eancias reguladoras, tanto a Aneel (Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica) quanto a Anatel (Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es). Mesmo assim, as concession\u00e1rias culpam as empresas locat\u00e1rias pelo emaranhado de fios. E olha que s\u00e3o R$ 5,2 bilh\u00f5es de faturamento por ano s\u00f3 neste compartilhamento de postes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A preocupa\u00e7\u00e3o da Coelba<\/strong><br>Enquanto isso, a Coelba segue empenhada para renovar a concess\u00e3o, que chega ao fim em 2027. No ano que vem, faltando tr\u00eas anos para o prazo final, a concession\u00e1ria pode pedir a renova\u00e7\u00e3o por mais 30 anos, sem uma nova licita\u00e7\u00e3o ou concorr\u00eancia. O problema para a institui\u00e7\u00e3o (e talvez a solu\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o) \u00e9 que deputados passaram a acompanhar a poss\u00edvel renova\u00e7\u00e3o e os servi\u00e7os prestados at\u00e9 aqui. A chamada CPI da Coelba pode at\u00e9 ter naufragado, mas, neste ano, parlamentares instalaram na AL-BA uma subcomiss\u00e3o e chegaram at\u00e9 a realizar uma audi\u00eancia com o ent\u00e3o presidente da empresa, Luiz Ant\u00f4nio Ciarlini.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem achava que a press\u00e3o parlamentar mudaria algo nos servi\u00e7os prestados pela empresa pode estar enganado. O que mudou foi a rela\u00e7\u00e3o com a Assembleia. Agora, a cada 15 dias, representantes da Coelba comparecem \u00e0 Casa para responder \u00e0s demandas dos deputados. Mas, em um intervalo muito menor, a popula\u00e7\u00e3o tem que enfrentar epis\u00f3dios como os das avenidas Manoel Dias e Barros Reis.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Metro1 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode at\u00e9 parecer not\u00edcia antiga. Mas n\u00e3o \u00e9. Foram mais de 6h sem servi\u00e7o de energia el\u00e9trica para moradores e comerciantes de uma regi\u00e3o da Pituba, em Salvador. 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