O custo da cesta básica em Salvador foi de R$ 616,28 em janeiro de 2026, uma redução de 0,64% em relação a janeiro de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para os baianos, que passaram a comprometer uma parcela menor da renda com alimentação.
Acumulado
Em Salvador no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em sete dos 12 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-25,27%), o açúcar cristal (-15,19%) e o tomate (-12,07%).
Também tiveram redução de preço o leite integral (-8,71%), óleo de soja (-8,51%), manteiga (-8,08%) e farinha de mandioca (-2,05%). Foram registradas elevações no café em pó (27,51%), pão francês (7,72%), carne bovina de primeira (4,95%), banana (2,52%) e feijão carioca (0,87%).
Produtos que baratearam
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica apresentaram queda de preço: açúcar cristal (-3,86%), óleo de soja (-3,61%), banana (-3,25%), manteiga (-3,22%), arroz agulhinha (-2,14%), farinha de mandioca (-0,97%), café em pó (-0,97%) e leite integral (-0,45%).
Os outros quatro itens apresentaram elevação de preço: tomate (10,43%), pão francês (2,68%), carne bovina de primeira (2,60%) e feijão carioca (0,14%).
Mais com menosCom a redução no custo da cesta e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, o trabalhador de Salvador precisou trabalhar 83 horas e 38 minutos para adquirir os alimentos básicos em janeiro de 2026. O tempo é inferior ao registrado em dezembro de 2025 (88 horas e 02 minutos) e significativamente menor do que em janeiro de 2025, quando eram necessárias 89 horas e 53 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 41,10% em janeiro de 2026, frente a 43,26% em dezembro de 2025 e 44,17% em janeiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador baiano passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.







